sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Consciência Negra, a luta continua.


“A luta pela liberdade dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971, um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de homens e mulheres do Grupo Palmares. Lá do Rio Grande do Sul era revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.
Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”
Matilde Ribeiro
Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial




Funções- Equede


Dentre os cargos femininos na hierarquia do candomblé no Brasil, um dos cargos mais conhecidos é o da equede. Como os ogãs, elas também não são possuídas por seu Orixá de cabeça, ou seja não entram em transe, pois necessitam estar acordadas para atender as necessidades dos Orixás, Voduns ou Inquices para os quais foram devidamente preparadas para servir.
equede, na maioria das casas, também é chamada de mãe e exerce a função de dama de honra do orixá regente da casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do orixá da casa, além dos demais orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de "camareira" que atua sempre ao lado do orixá e que também cuida dos objetos pessoais do babalorixá ou ialorixá. O cargo de equede é muito importante, pois será ela a condutora dos orixás incorporados no Egbé (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e "desvirá-los", observando as condições físicas daqueles que "desviraram".

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Funções- Ogãs

Ogãs, o som da nossa fé e
firmeza dos nossos terreiros.

Médiuns preparados e designados para a abertura e sustentação dos trabalhos, que através do toque dos atabaques e do canto fazem a evocação das entidades dos Orixás.

Os Ogãs, são filhos de Santo destinados ao louvor aos Orixás através do cântico e toque dos atabaques, são médiuns de extrema confiança do líder espiritual da casa. Uma das principais características dos Ogãs é a capacidade mediúnica que permite, pela evocação, a entrada das falanges. Eles são parte fundamental para a formação da corrente de trabalho dentro de um Terreiro. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Orixás-Obá


Dia: Quarta-feira
Cores: Marrom raiado, Vermelho e Amarelo
Símbolos: Ofange (espada) e Escudo de Cobre
Elementos: Fogo e Águas Revoltas
Domínios: Amor e Sucesso Profissional
Saudação: Obá Siré!
Obá é um Orixá ligado à água, guerreira e pouco feminina. As suas roupas são vermelhas e brancas, usa um escudo, uma espada e uma coroa de cobre.
0 tipo psicológico dos filhos de OBA, constitui o estereotipo da mulher de forte temperamento, terrivelmente possessiva e carente, é mulher de um homem só, fiel e sofrida. São combativas, impetuosas e vingativas.
Obá é um ORIXÁ que raramente se manifesta e há pouco estudo sobre ela.
Obá é a mulher consciente do seu poder, que luta e reivindica os seus direitos, que enfrenta qualquer homem – menos aquele que tomar o seu coração. Ela abraça qualquer causa, mas rende-se a uma paixão. Obá é a mulher que se anula quando ama.

Obá filha de Iemanjá e Oxalá. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.


Entidades: Pomba-Gira

       
Pomba gira é uma entidade espiritual, que se manifesta em religiões de matriz africana, Candomblé,Umbanda entre outras existentes pelo Brasil e pelo mundo. É uma mensageira entre o mundo dos orixás e a terra.


Com o tempo a entidade construiu um arquétipo de mulher liberal, exibicionista, provocante, e livre das convenções sociais e passou a ser chamada de pomba gira.  A pomba gira está fundamentada como arquétipo criado a partir da Pomba-gira, originária dos cultos africanos de Angola.

A pomba gira é especializada em amor e relacionamentos por ser a orixá do trono do desejo e dos estímulos. É vista como a personificação das forças da natureza, que equivale à força feminina de Exu – orixá guardião do comportamento humano, das casas, das aldeias etc.
As cores geralmente usadas pelas Moças são o vermelho e o preto. São representadas com saias rodadas, blusas rendas, colares, flores e muitos enfeites. Suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a pinga, o espelho, as bijuterias, batons etc.

sábado, 31 de outubro de 2015

Orixás-Omolu/Obaluaê

Omolu/Obaluaê
DIA: Segunda-feira
CORES: Preto, branco e vermelho.
SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.
ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.
DOMÍNIOS: Doenças epidêmicas, cura de doenças, saúde, vida e morte.
SAUDAÇÃO: Atotô!!! 
Omolu é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.
Na África são muitos os nomes de Omolu, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã; entre os Fon era chamado de Sapata,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolu.
Toda a reflexão em torno de Omolu ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por ele.
Omolu nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa, não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol.

Guias, o que são?


São chamados de guias os colares usados pelos médiuns durante as sessões e giras e também utilizadas pelos filhos da casa representando os seus Orixás, variando a cor conforme a Linha na qual o espírito atua, a considerar:
Linha de Oxalá = Contas Brancas (Candomblé e Umbanda)
Linha de Ogum = Contas Azuis escuras (Candomblé) Vermelhas, podendo ser Vermelhas e Brancas (Umbanda)
Linha de Oxóssi  = Contas Verdes (em alguns casos contas Azuis claras leitosas também são utilizadas - Candomblé)/ Verde (Umbanda)
Linha de Oxum = Contas Amarelas (Douradas) - Candomblé, Azuis-escuras(Umbanda)
Linha de Xangô = Contas Marrons (Candomblé e Umbanda)
Linha de Iansã/Oyá = Contas Rosas (em alguns casos Vermelhas e Laranjas) - Candomblé/ Amarelas (Umbanda)
Linha de Nanã = Contas Lilás (Candomblé), Roxas (Umbanda)
Linha de Omolu = Contas Brancas e Lilás (Candomblé), Roxas (assim como a da Linha de Nanã), podendo ser também Pretas e Brancas (Linha de Preto-Velho) - Umbanda
Linha de Iemanjá = Contas Azul claro (em alguns casos contas Brancas e Azuis) - Candomblé, Azul-claro ou Cristal (Transparente) - Umbanda

Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns. É um objeto no qual os Guias* e Protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.
A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.
A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo; -serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito, -serve como instrumento de tratamento, -serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.


*Também são chamados Guias os espíritos que se manifestam nas reuniões e/ou giras.
-Caboclo, Pretos Velhos, Boiadeiros...
***Falaremos sobre esse tópico em outra postagem.***